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China ocupa mercado cativo da América do Sul e ameaça espaço brasileiro

Região é um terceiro mercado para a China

02/08/2022 às 07h07
Por: Paulo Flores Fonte: bahia.ba
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Foto: Divulgação/Pixabay
Foto: Divulgação/Pixabay

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) divulgou nesta segunda-feira (1º) um levantamento que revelou que, apesar da retomada dos resultados positivos registrados a partir de 2021 com a amenização da pandemia da covid-19, o Brasil não pode considerar a América do Sul um mercado cativo para suas exportações. Isso se deve, em grande parte, à presença crescente da China, que começou a tirar do Brasil o lugar de principal fornecedor em alguns países, com destaque para Argentina e Chile. “A China está ocupando todo o espaço. A América do Sul é um terceiro mercado para ela”, disse o presidente-executivo da AEB, José Augusto de Castro. As informações são da Agência Brasil.

A pesquisa AEB indicou que os resultados acumulados em 2019, representados pelas receitas de exportação de US$ 27,8 bilhões, foram afetados em 2020 pela pandemia, caindo para US$ 22,6 bilhões. Com a amenização da crise sanitária, no ano seguinte, as receitas de exportação tiveram rápida recuperação, evoluindo para US$ 33,9 bilhões. Essa retomada continua em 2022, com projeção de receita de exportação para o país na região sul-americana da ordem de US$ 41 bilhões.

Commodities

As exportações brasileiras de commodities para a América do Sul são representadas por produtos manufaturados, de maior valor agregado. Em relação as importações, predominam commodities ou produtos com pequeno beneficiamento.

“O mercado nosso de manufaturados é a América do Sul. Europa e Estados Unidos compram manufaturados [do Brasil], mas muito pouco. Ásia não compra nada”, declarou Castro. Ainda segundo presidente, o fato se explica porque os países da América do Sul exportam commodities e compram manufaturados do Brasil. Nosso país não foge à regra, exporta commodities e compra manufaturados no mercado externo.

Castro também avalia que as exportações brasileiras vêm avançando porque as commodities ainda estão com preços em alta no mercado internacional. “Isso gera mais divisas para esses países sul-americanos e mais poder de compra para importação. Com isso, a receita de importação para esses países aumentou para o mundo. Isso está abrindo possibilidade de importar mais produtos de terceiro país. E como o Brasil é o mais próximo, tem custo de logística menor, tem possibilidade de transporte via rodoviária, disponibilidade de container. Com essas facilidades, eles acabam comprando do Brasil, que é mais próximo do que a Europa e Estados Unidos”.

A unica exceção é o Paraguai, devido à importação de energia elétrica, e da Bolívia, por conta da importação de gás natural. Os dados indicam que o Brasil tem superávit comercial com todos demais países da América do Sul. Ainda para José, o poder de negociação de europeus, asiáticos e mesmo norte-americanos, torna os preços de seus produtos mais elevados que os praticados pelo Brasil para a região sul-americana.

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